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Socorro, minha casa virou uma brinquedoteca. Por onde começo a organizar? - Me Ajuda Mônica | Mônica Vieira

Socorro, minha casa virou uma brinquedoteca. Por onde começo a organizar?

Se você não consegue chegar até a sala sem pisar em um lego, tem peças de quebra cabeça até na gaveta de remédio do banheiro e faz 3 semanas que você tá procurando o par do seu brinco predileto, sua casa pode ter virado uma brinquedoteca e talvez você nem tenha percebido.

E como você veio parar nesse lugar? Como isso aconteceu? Calma! Você não está sozinha.

Depois de quase 2 anos em casa (e contando) muita coisa mudou. O número de horas das crianças em casa aumentou e muitas famílias começaram a adquirir novos itens sem refletir sobre o que já tinham em casa. Aliás, isso aconteceu em todos os cômodos, mas hoje o foco são os brinquedos.

Salas com ar de brinquedoteca, quartos sem espaço para correr ou andar direito, prateleiras de salas repletas de controles viraram rotina.

Aquilo que era para ajudar em meio aos desafios da pandemia se tornou  um peso para pais, mães e responsáveis pelo cuidar das crianças nesse processo de isolamento social.

Das casas que organizei remotamente nesse período, poucas foram as que não tiveram profundas modificações (física e emocional) para esse momento em que pais, mães e avós precisam se tornar de tudo um pouco na tentativa de suprir o espaço vazio da escola fechada.

O tempo passou, vamos atualizar esses espaços?

Passado parte do caos que vivemos agora é hora de olhar para esses mesmos espaços e atualizar as informações, a utilidade dos brinquedos para um novo momento.

Imaginando que as crianças aos poucos estão retornando às atividades habituais é hora de pensar em olhar todos os apetrechos comprados para entreter, desenhar, riscar, pular e exercitar.

É muito importante olhar novamente para o tempo que as crianças estão efetivamente em casa e o nível de interesse pelos brinquedos que foram adquiridos e estão espalhados pela casa toda.

Olhar com atenção para o momento em que a criança está vivendo, seus interesses e o motivo pelo qual aquele determinado brinquedo deve ficar.

Com tudo que aconteceu, adquirir objetos e brinquedos para suprir alguma demanda virou primeira opção para muitas famílias. Será que essa demanda ainda se apresenta? Seu filho(a) brincou com esse item ao longo desse tempo? Se brincou, fez de maneira interessada ou era só mais um por ali ocupando espaço pela casa?

Brinquedos pareciam substitutos para a falta de saída de casa. Mas isso ainda se justifica?

Se pergunte e caso seu filho ou filha tenha mais de 4 anos, pergunte a ele também. Envolva as crianças nesse processo. Explicar que a situação está um pouco diferente e o porquê daqueles itens precisarem sair ou ficar.

Como fazer a seleção do que fica e do que sai?

Comece reunindo tudo num lugar só.  É muito importante que você e sua família percebam o número de itens que já existiam na casa, os que foram adquiridos e assim decidir o que fica e o que sai. O impacto visual é o que vai motivar vocês a não repetirem compras por impulso mais a frente. Confie nessa etapa do processo, onde tudo parece um caos, é nela que a ordem se inicia.

Lembrar que o espaço é o mesmo, não cresceu ou diminuiu, foi o volume dos objetos que aumentou. Se o ideal é os objetos terem um lugar para voltar sempre que a brincadeira terminar, pense no que cabe na sua casa. Nem mais, nem menos.

Brinquedo espalhado não é bagunça é casa viva.

Mas, ao fim do dia, todos eles devem retornar ao seu lugar.

Para isso, precisamos cuidar para que haja espaço para tudo e em locais que todos possam alcançar, guardar e assim colaborar.

Imaginar que precisamos de uma escada, uma prateleira lá no alto ou um adulto sempre perto para guardar porque a criança não consegue pode ser desencorajador para adultos e crianças.

Portanto, abuse dos cestos grandes, prateleiras baixas porque assim todos podem colaborar.

Ensinar desde cedo, de maneira lúdica e gentil, que existe um lugar para todas as coisas, vai ajudar você também. Afinal, você sempre saberá o que tem na casa e certamente não irá adquirir um item que já existe.

Conversar nunca é demais, não subestime a capacidade de colaboração dos seus filhos.

Aqui mesmo no meu blog falei sobre a necessidade de conversar com os filhos para pais e mães em Home Office.

Não seria diferente agora. Reúna todos e converse sobre o que mudou e que tipo de organização vai ser feita daqui para frente. Se todos souberem como vai funcionar tudo fluirá melhor.

Aceite a contribuição do seu filho(a) e se ele quiser desapegar, descartar de muitos itens demonstre seu respeito pela decisão dele ou dela.

Não utilize argumentos como isso foi caro, você ganhou dessa ou daquela pessoa. Deixando que ele decida você estará ensinando sobre respeito e escolha.

Lembre do mantra: sou eu ou meu filho que tem apego a esse brinquedo? Ele ajuda muito na hora de entender esses limites do que deve ou não ficar.

 

Sua rotina também mudou. Talvez você tenha retomado sua rotina de horas de trabalho mesmo em home office e pode ser que você continue sem rede de apoio ou mesmo sem nenhum prestador de serviço na sua casa.

Mais um motivo para evitar a sobrecarga é a reorganização desse acervo de brinquedos e itens de recreação.

Se você mora em casa, não caia na tentação de esconder em algum lugar para um dia voltar a usar. Isso vale apenas para quem tem filhos em idades diferentes, mas mesmo assim procure ficar com aqueles que podem ser de uso comum entre eles.

Filhos não são iguais. Porque um filho gostou de pula pula não haverá garantias de que o outro gostará. Por isso, às vezes, guardar por anos será apenas mais um objeto para você cuidar na sua rotina. Tá na dúvida? Se pergunte:

  • Quantas horas você tem para cuidar de tudo isso?
  • Você quer cuidar de tudo isso?
  • Tudo que você tem é realmente necessário agora?

A vida mudou e não voltou ao normal. Ainda estamos cansados.

A verdade é que essa sobrecarga de trabalho em Home Office e cuidar dos filhos ainda se mostra um enorme peso sobre as mulheres que acumularam inúmeras funções incluindo a de cuidar de pais idosos isolados nessa pandemia.

Pensando em como você se encontra, seu estado emocional, físico, repense essa rotina doméstica e esse brincar em casa.

Nossa casa deve e merece ter espaço para o livre brincar, mas os adultos também precisam de espaços para repousar, ler, comer, assistir TV, ouvir música ou simplesmente andar sem ter que pisar em todos os legos ou empurrar carrinhos até achar um espaço para se deslocar.

O caminho do meio serve para toda a família. Um espaço de conversa, construção e reorganização de agendas, tarefas e tudo regado a muita troca para que novos tempos possam chegar com acolhimento para todos.

Lembre-se: nossa casa não é a escola. Reveja seu espaço e a utilidade de todos os brinquedos que habitam por aí.

Mônica Vieira Especialista em Organização
Consultora Certificada KonMari™

Meu propósito é ajudar você a se reconectar com a sua verdade, deixando seu dia a dia mais leve.